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Introdução: “O Livro dos Espíritos” – Pág. 233. FEB, 27ª edição.
Salvo
algumas exceções, o médium exprime o pensamento dos Espíritos pelos
meios mecânicos que lhes estão à disposição e a expressão desse
pensamento pode e deve mesmo, as mais das vezes, ressentir-se da imperfeição
de tais meios. Por
toda à parte, a vida e o movimento: nenhum canto do Infinito despovoado,
nenhuma região que não seja incessantemente percorrida por legiões
inumeráveis de Espíritos radiantes, invisíveis aos sentidos grosseiros
dos encarnados, mas cuja vista deslumbra de alegria e admiração as almas
libertas da matéria. São
extremamente variados os efeitos da ação fluídica sobre os doentes, de
acordo com as circunstâncias. Algumas vezes é lenta e reclama tratamento
prolongado, como no magnetismo ordinário; doutras vezes é rápida, como
uma corrente elétrica. ÄFormas
de Obsessão: Partindo
do conceito que obsessão é o constrangimento exercido pelos Espíritos
inferiores sobre a vontade dos encarnados, influenciando-os maleficamente,
podemos figurar o fenômeno obsessivo em inúmeras situações, algumas tão
sutis e inaparentes que somente depois de muito tempo é que são
evidenciadas. Para
facilidade do aprendizado a obsessão pode ser estudada sob três
variedades, que apresentam características próprias. 1ª.
– Obsessão Simples: O Espírito inferior procura, através da
sua tenacidade, da sua persistência, intrometer-se na vida do obsidiado,
dando-lhe as mais estranhas sugestões, que no mais das vezes contrariam a
forma habitual de proceder e pensar da vitima. Esta, com um pouco de critério
e auto análise, facilmente identifica que está sob a influencia de um
espírito inferior, e cuidando-se devidamente, comportando-se cristãmente,
não lhe oferecerá campo mental favorável à sua ação. Procurando
viver em clima de elevação, através de boas leituras, de preces, de
convívio com pessoas honestas e serias, em ambientes em que se dedicam a
pratica do bem, estará pautando a sua vida de acordo com os ditames do
Cristo, livrando-se da ação do obsessor. 2ª.
– Fascinação: É a forma mais difícil de ser tratada, porque o
obsidiado se nega a receber orientação e tratamento, posto que julga não
estar sob influencia obsessiva, e até, às vezes, acredita que todos os
demais é que se encontram obsediados, enquanto ele é o único certo. Nesta
variedade, nota-se que o obsessor se insinua a principio discretamente e
vai ganhando terreno, enraizando-se pouco a pouco até se instalar
definitivamente, aceito que é pelo obsidiado, formando um verdadeiro fenômeno
de simbiose psíquica. Geralmente o médium acredita-se estar sendo
guiado por uma entidade espiritual de alto gabarito, pois que usa nome de
personagens famosos ou de Espíritos de escol. Não usando o critério da
auto análise, que no caso inexistente, a pessoa se torna extremamente crédula
em tudo o que vem por seu intermédio acreditando-se missionária,
e a qualquer objeção ou critica construtiva que se faça sobre o teor
das comunicações, suscetibiliza-se, magoa-se e afasta-se das pessoas que
a podem esclarecer. 3ª. Subjugação:
É o fenômeno de uma criatura encarnada estar sob domínio completo e
total de uma entidade desencarnada. É de fácil diagnostico, porém, para
a cura desse tipo de obsessão há a necessidade da melhora moral do médium
e que o Espírito obsessor seja levado a arrepender-se do mal que está
praticando, através de doutrinação feitas por quem tenha superioridade
moral. Não
se julgue que nessa variedade o Espírito obsessor tome lugar no corpo do
obsidiado; há sim uma supremacia da sua vontade, dominando completamente
a do médium. A pessoa nesse estado realiza coisas que no estado normal não
realizaria, diz e faz aquilo que não é de seu costume habitual. ÄCombate
à Obsessão: O
tratamento da obsessão, de uma forma geral, não prescinde do interesse
do obsidiado ou de pessoas a ele ligadas. Isto equivale dizer que há
necessidade do próprio interessado ou das pessoas que o rodeiam, buscar
efetivamente os meios e recursos necessários a debelação do mal. Como o
processo sempre tem raízes espirituais, um dos primeiros cuidados é no
sentido de que haja um entendimento sobre o que está ocorrendo para que
medidas acauteladoras e certas sejam tomadas. O
tratamento deve ser feito por um grupo de médiuns e nunca por um,
isoladamente, e o recinto de preferência deve ser o de um Centro Espírita,
ou outro local especializado, como por exemplo, o de um Sanatório Espírita. A
reunião, para tratamento desses casos, também deve guardar características
de especialidade, a fim de que os esforços e o trabalho em comum sejam
orientados tão somente em um só sentido. A
pratica de leituras sadias, instrutivas, moralizantes; a freqüência a
reuniões de esclarecimento doutrinário; o tratamento através de passes;
as realizações freqüentes de preces e de meditação sobre assuntos de
interesses espirituais são recursos necessários a serem movimentados
pelo interessado e pelos elementos a ele ligados. O
ambiente do lar do obsidiado deve receber uma atenção especial. Os
familiares devem fazer tudo que estiver ao alcance para tornarem-no favorável
à recuperação. O Culto do Evangelho no Lar é uma prática
indispensável, porque propicia ao recinto doméstico o enriquecimento de
elementos fluídicos e a sintonia das almas em torno dos sagrados ensinos
do Mestre Jesus. Como
o processo obsessivo quase sempre tem raízes profundas, as melhoras são
muito relativas em termo de nosso tempo. Algumas vezes, não
notando sinais externos de melhora, devido à pressa, achando que tudo
deve ser feito rapidamente, abandonam o tratamento, caindo na descrença
ou procuram outros recursos que julgam ser mais eficiente e rápidos. A
perseverança é necessária para seguir com paciência o tratamento e a
certeza de que a Bondade Divina atende a todos mediante o
merecimento de cada um. Além
do passe e do esclarecimento do obsidiado, um dos recursos heróicos no
combate à obsessão é a chamada sessão de desobsessão. Um grupo de médiuns
seguros, sob a tutela de um orientador que possua autoridade moral para
dirigir-se aos Espíritos obsessores, conhecedor do assunto, com
facilidade para a doutrinação e que use sempre de bondade, age
procurando orientar, ensinar, esclarecer o obsessor quanto aos males que
está praticando. Reconhecendo
que a vítima de hoje foi o verdugo de ontem e que a lei do perdão
liberta o que perdoa, mas não livra o algoz do pagamento de suas dividas,
compreendemos que a Lei é sábia e justa. Nessas
reuniões, que devem ser feitas com um extremo critério de preparo moral
e doutrinário por parte de todos, o obsidiado não deve estar presente,
ficando em sua casa em preces leituras ou meditação para auxiliar o
trabalho. Convertido
o obsessor, o ex-obsidiado deve ser esclarecido quanto a necessidade de
modificação dos seus padrões de vida, mormente no que diz respeito à
vida moral, a fim de não cair em nova obsessão. Somente
a persistência no bem possibilita que nos livremos dos maus. ÄResumo: O Espírito
apresenta uma vibração espiritual inerente ao seu estado de adiantamento
moral e aos sentimentos que apresenta no momento. Cada
um vibra na faixa que lhe é peculiar, transmitindo nessa vibração suas
características e seu estado. Os Espíritos
reconhecem os estado de outros Espíritos, quer encarnados, quer
desencarnados, pela “qualidade” de seu estado vibratório. Existe
no mundo espiritual um principio ou lei, que é a lei de afinidade ou de
sintonia vibratória. Por esse principio, semelhante atrai semelhante, ou
seja, vibrações semelhantes interagem e se influenciam mutuamente. Isso
pode ser entendido pelo exemplo clássico de misturar-se água e azeite,
que por “vibrarem” de forma diferente, naturalmente se separam. Os Espíritos
interagem pelo pensamento, pela vontade, podendo influenciar a outro através
da sua vontade, desde que esse outro Espírito “vibre” em faixa
semelhante ou próxima a sua. É
preciso haver “sintonia” entre os Espíritos, tal coma a sintonia de
uma estação de radio, havendo o ajustamento do “receptor” com o
“transmissor”, existe possibilidade de influenciação mútua. Isso
é valido para todas as vibrações energéticas e fluídicas que existem
no universo, existindo sintonia, existe influenciação, que pode ser
positiva ou negativa. Por
exemplo, na prece, sincera e com fé, emitimos uma vibração energética
elevada, que nos propicia a sintonia com energias semelhantes, nos
trazendo retorno dessa interação de maneira muito positiva. Já o
ódio, por exemplo, emite energias de baixo nível, nos colocando em
ressonância com energias semelhantes, o que nos traz em retorno energias
negativas e deletérias. Assim
sendo, como o Universo esta cheio de vibrações, pensamentos e energias
de todos os tipos, estamos constantemente em sintonia com essas, de acordo
com o nosso campo mental, recebendo os efeitos conseqüentes. Por
isso a necessidade de vigilância constante sobre nossos padrões mentais. Temos
que nos lembrar que existem Espíritos bons e ruins, assim como as
pessoas aqui na Terra, e que as amizades e as inimizades prosseguem após
a morte do corpo físico, com gradações entre o amor mais sublime e o ódio
intenso. Muitas
vezes o ódio entre dois Espíritos prossegue após a morte do corpo físico,
prosseguindo mesmo quando um volta à matéria através da reencarnação. Nesse
caso, o que permanece no plano espiritual pode tentar se vingar do que está
na matéria, tentando influenciá-lo e perturbar sua vida. No
entanto, só conseguirá seu intento se o que está encarnado vibrar no
mesmo “nível” do que está desencarnado. Se isso ocorrer, o Espírito
poderá influenciar de diversas formas o que está encarnado,
especialmente se tiver ascendência moral sobre este. Esse
processo é chamado de obsessão, ou seja, a influenciação maligna de um
Espírito sobre outro, normalmente encarnado. Para
que o processo obsessivo se estabeleça, é necessário que aquele que é
influenciado, ou seja, o obsedado, permite que a influenciação ocorra,
ou seja, nada faz para sair daquele patamar vibratório que o coloca a
mercê do obsessor. É
preciso lembrar que todos nós eventualmente, em um momento ou outro de
nossa vida, nos colocamos ao alcance de Espíritos inferiores e somos
influenciados negativamente. No entanto, ao sentirmos as influencias
negativa, devemos procurar imediatamente a elevação de nosso padrão
mental, pela elevação de pensamentos, pelas atitudes dignas, pela prece
e principalmente pela pratica do bem e da caridade. Outra
forma de ocorrer processo obsessivo, além daquele da vingança entre Espíritos
compromissados entre si, é o pela simples maldade de alguns Espíritos,
que pelo desejo de fazer o mal, ao encontrarem pessoas vibrando
descuidadamente em padrão ao seu alcance, passam a influenciá-las
negativamente. E por
esse motivo não devemos deixar a nossa “porta” aberta, mantendo
constante vigilância sobre nossas atitudes e buscando perceber quando
estamos sendo influenciados, combatendo imediatamente essa influenciação
pela elevação de nosso padrão vibratório. Em
casos mais graves, o domínio do Espírito sobre o encarnado se torna tão
grave e tão completo, que pode levar o encarnado a atitudes tais como o
suicídio ou a perda completa da vontade, até mesmo sobre o próprio
corpo. Nos
casos mais graves de obsessão, o obsedado já não consegue se livrar
sozinho do processo, necessitando ajuda externa especializada. Existem
trabalhos específicos para tratamento de obsessão nas Casas Espíritas
bem orientadas, onde obsessor e obsedado necessitam ser tratados através
de um processo dialético, já que as causas são de origem
“inteligente”, ou seja, situa-se no campo mental/intelectual e não no
orgânico/perispiritual, que apenas lhe sofre os efeitos. Trabalha-se
com o obsessor no sentido de fazê-lo entender que a vingança ou o desejo
de fazer o mal não levará a local algum e nenhum beneficio lhe trará,
muito pelo contrario. É um trabalho de paciência, convencimento e
caridade, realizada através do dialogo. Também
é necessário trabalhar com o obsedado, através do fortalecimento energético
(passes e irradiações) e do fortalecimento moral, para que mude o seu
padrão vibratório e saia da faixa de alcance dos Espíritos inferiores. O
fortalecimento moral deve ser conseguido com o auxilio indispensável da
família, com seu apoio e compreensão amorosa, pelo estabelecimento da
oração, da pratica da caridade dentro e fora de casa, bem como pela
vigilância constante de pensamentos e atitudes. Em
casos mais graves, poderá até ser necessário o auxilio medico
especializado, pois a parte física e psíquica pode estar profundamente
afetada. É
preciso lembrar que no progresso obsessivo não existe “vitima” nem
“agressor”, mas sim Espíritos compromissados entre si, num processo
de desajuste espiritual. Quando
o obsidiado recusa-se a cooperar na própria cura. O
maior responsável pela continuidade do processo obsessivo, neste caso é
o próprio obsidiado. Recursos
Espíritas para o tratamento do Obsidiado: Bibliografia:
“O Livro dos Espíritos”
– Pág. 233. FEB, 27ª edição.
“O
Livro dos Médiuns” Pág. 299. FEB, 26ª edição. “O
Evangelho Seg. o Espiritismo” – Pág. 311. FEB, 48ª edição. “O
Céu e o Inferno” – Pág. 34. FEB, 18ª edição. “A
Gênese” – Pág. 279. FEB, 13ª edição. :
Emmanuel, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, “O Consolador”, Questões 381 e 393 a 396;
Martins Peralva, “Estudando a Mediunidade”, Cap. II. Emmanuel,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, “Encontro Marcado, Cap. 56;
idem” Pão Nosso “, Cap. 175”. |