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Introdução: Possibilidades
de Identificação. De
acordo com o Livro dos Médiuns
de Allan Kardec – Cap. XXIV, a identificação dos
Espíritos é uma das grandes dificuldades do Espiritismo, uma vez que
entre eles encontramos todos os defeitos da humanidade, incluindo-se a astúcia
e a mentira, que utilizam ao se apresentarem sob nomes respeitáveis para
inspirarem maior confiabilidade. Esta a razão porque não podemos
acreditar na autenticidade de todas as assinaturas. A
identidade dos Espíritos é, com freqüência impossível de se
comprovar, especialmente quando se trata de Espíritos antigos em relação
a nós. Quanto
aos Espíritos superiores e os Espíritos puros seus caracteres
distintivos se apagam gradativamente na uniformidade da perfeição,
podendo estes; para fixar nossas idéias, apresentam-se com o nome de um
Espírito conhecido que pertença à mesma categoria evolutiva. Nesse
caso, a questão da identidade passa a ser secundaria, pois o que importa
é a natureza do ensinamento, se é bom ou mau, digno ou não do
personagem do qual leva o nome. A
identidade é mais fácil de se constatar, quando se trata de Espíritos
contemporâneos dos quais se conhece os hábitos e o caráter. O Espíritos
revela sua identidade por uma serie de circunstancias que ressaltam das
comunicações, onde se refletem seus hábitos, seu caráter, sua
linguagem e detalhes evidentes para as pessoas do convívio. Para
esclarecer, questões duvidosas o melhor critério e submeter às comunicações
ao controle severo da razão, do bom senso e da lógica.
A melhor de todas as provas de identidade esta na linguagem e nas
circunstancias fortuitas, pois o ignorante jamais imitara o verdadeiro,
pois em alguma parte de seu discurso sempre aparecerá seu verdadeiro caráter. Estabelecer
a identidade absoluta dos Espíritos em muitos casos, é uma questão
secundaria e sem importância, mas não ocorre o mesmo com a distinção
dos bons e maus Espíritos, pois sua individualidade pode nos ser
indiferente, sua qualidade não o será jamais. A questão primordial é
saber a que grau da escala espírita pertence o Espírito. A
linguagem dos Espíritos está sempre em razão de seu grau de elevação.
Pelo pensamento e estilo identificaremos o caráter do comunicante. Os Espíritos
superiores dizem sempre boas coisas que nos sejam úteis. A bondade e a
benevolência refletem em sua linguagem. Sòmente
a inteligência, não atesta a superioridade de um Espírito, pois a moral
nem sempre acompanha no mesmo ritmo. Sem hesitação devemos rejeitar o
que contraria a lógica e a razão, devendo submeter sempre ao controle do
mais severo bom-senso todas as comunicações recebidas. Não
há outro critério para discernir o valor dos Espíritos, senão o
bom-senso, julgando-os pela sua linguagem e suas ações. Os bons Espíritos
não podem dizer e fazer senão o bem; possui uma linguagem sempre digna,
nobre, elevada, sem mistura de trivialidades. Os
bons Espíritos, só dizem aquilo que sabem e os levianos chegam a
predizer o futuro, contendo datas fixadas, indicio de mistificação. Os
Espíritos superiores se expressam de forma simples e dizem muitas coisas
com poucas palavras, jamais ordenam ou impõem, apenas aconselham. ÄIdentificação
dos Espíritos pelas Sensações. No item 164 do Livro dos Médiuns
– Cap. XIV encontramos sob a designação de médiuns sensitivos,
aqueles suscetíveis de perceber a presença dos Espíritos por uma vaga
impressão. Esse
tipo de mediunidade não tem um caráter bem definido, é uma faculdade
rudimentar indispensável ao desenvolvimento de todas as outras. Essa
faculdade se desenvolve pelo habito, e pode adquirir tal sutileza que
aquele que dela está dotado reconhece, através da impressão que sente,
não só a natureza boa ou má do Espírito que esta ao seu
lado, mas também sua própria individualidade. Através
dessa sensibilidade mediúnica, os médiuns experimentam as sensações do
estado no qual se encontra o Espírito que vem a ele. Quando o Espírito
é feliz a sensação é de tranqüilidade, leveza e seriedade; quando ele
é infeliz, transmite agitação e mal estar. ÄIdentificação
dos Espíritos pela Vidência. Há médiuns que possuem essa
faculdade de ver os Espíritos no seu estado normal, quando estão
perfeitamente despertos; e outros apenas no estado sonambúlico. Essa
faculdade raramente e permanente e é quase sempre, o efeito de uma crise
momentânea e passageira. O médium
vidente acredita ver pelos olhos, como os dotados da 2ª vista, mas na
realidade, é a alma que vê, e essa é a razão pela qual vêem tão bem
com os olhos fechados, como com os olhos abertos. É preciso distinguir as
aparições acidentais e espontâneas da faculdade de ver os Espíritos.
As primeiras são fatos isolados que tem sempre um caráter individual e
pessoal (parentes e amigos) e não constituem a faculdade propriamente
dita. Entre
os médiuns videntes há os que só vêem os Espíritos evocados,
descrevendo-os com exatidão e há outros que essa faculdade é mais
geral, vêem toda a população Espírita ir e vir continuamente. Essa
mediunidade é rara e há muito para se desconfiar daqueles que pretendem
desfrutar dessa faculdade por amor próprio ou por interesse. Esse recurso de identificação dos
Espíritos depende muito do grau de segurança e equilíbrio do médium
(caráter, moralidade e sinceridade), devendo-se sempre verificar,
analisar e comparar suas informações com outros recursos. É importante
sua participação nos trabalhos mediúnicos devendo evitar transforma-lo
em locutor do alem. ÄIdentificação
dos Espíritos pelo Conteúdo das Mensagens. A
melhor forma de identificação dos Espíritos comunicantes é através da
analise das mensagens. Os Espíritos
que se revelam através dos médiuns, devem ser identificados por suas idéias
e pela essência espiritual de suas palavras. É o critério da linguagem. Os Espíritos
superiores usam sempre uma linguagem digna, nobre, elevada, e sem
trivialidades; se expressando com grande poder de síntese, simplicidade e
modéstia. Não
podemos avaliar da qualidade do Espírito apenas pela forma material ou
estilo, mas pelo conteúdo de sua mensagem. Os bons Espíritos só podem
dizer e fazer o bem. Os Espíritos
imperfeitos, principalmente os mistificadores, procuram enganar, através
do uso de palavras difíceis dentro de frases brilhantes, mas
completamente destituídas de conteúdo útil. Um Espírito
pode apresentar-se com um nome respeitável e apresentar uma linguagem
incompatível, ficando obvio que pretende enganar. Todo desvio da lógica,
da razão e da sabedoria, não deixa duvidas de sua origem, qualquer que
seja o nome apresentado. Devemos
submeter todas as comunicações a um exame escrupuloso, perscrutando e
analisando o pensamento e as expressões, rejeitando sem hesitar tudo o
que contraria a lógica e o bom senso. Com esse proceder os Espíritos
enganadores se retiram, convencidos de que não podem nos iludir. Bibliografia: Cristianismo e Espiritismo – Leon
Dennis – Nota complementar nº 12. |