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Ä Introdução: Na pauta dos compromissos
espirituais que o trabalhador consciente da Doutrina Espírita assume,
destaca-se o intercambio mediúnico, na condição de muito valioso. Graças
a ele, a observação do fato robustece a fé; a oportunidade de
informar-se a respeito da vida além da morte faculta-lhe dados preciosos;
o estudo das comunicações aguça-lhe a percepção sobre a Erraticidade;
o ensejo de esclarecer os que se encontram equivocados, no Além, luz abençoada;
proporciona-lhe recursos eficazes, para o concurso anti-obsessivo ou
desobsessivo; o habito da concentração se lhe torna mais natural e
produtivo; pode conferir os ensinamentos hauridos na Codificação com a
realidade da vida moral, alem do corpo somático; o ministério da
aprendizagem viva oferece exemplos irrefutáveis; a ação da caridade sem
saber a quem se dirige, torna-se mais oportuna e propicia-lhe dar passos
mais largos... O
intercambio mediúnico de forma consciente, conforme as seguras diretrizes
da Doutrina Espírita, é capitulo dos mais belos da vida, preparando os
homens para que possam manter com equilíbrio e ampliar as incursões
entre o plano físico e o espiritual. Efeito
do estudo cuidadoso do Espiritismo o intercâmbio mediúnico salutar, é
estimulo e convite ao aprimoramento interior de quem se candidata à
edificação de um futuro mundo melhor caracterizado por uma sociedade
mais feliz. O
abnegado amigo João Cléofas oferece aos interessados nesta área da
atividade espírita, inúmeras reflexões em torno de temas que elegeu
para a meditação dos companheiros de ambos os planos da vida, que se reúnem
para esse mister. Utilizando-se
de cada questão para a abertura da reunião mediúnica, atendeu à
solicitação dos amigos encarnados a fim de apresentar, em letra de
forma, aquelas instruções, que agora, constituem este livro. (Intercâmbio
Mediúnico). Não
apresenta novidade alguma, e diversos assuntos já se encontram amplamente
divulgados e comentados. Como
sabemos que nem todos os interessados no conhecimento espírita dispõem
do material de que gostariam, brindamos-lhes esta modesta contribuição,
que esperamos chegue também a muitas outras pessoas desinformadas,
dando-lhes uma visão positiva, uma diretriz otimista que as ajude nos seu
processo de crescimento moral e espiritual. Formulamos
votos de paz e bom entendimento para quem leia estas paginas, suplicamos a
Jesus, que retornou da tumba em momentoso intercambio mediúnico para
demonstrar a imortalidade, que nos abençoe e guarde na Sua paz. Joanna de
Angelis
ÄENVOLVIMENTO
MEDIÚNICO
No fenômeno
mediúnico da chamada incorporação o que ocorre é um verdadeiro envolvimento
mediúnico, que significa um entrosamento das correntes vibratórias
próprias do médium, emanadas de suas criações mentais e espirituais
com as do Espírito comunicante. Sabemos
que os nossos órgãos dos sentidos como ouvidos, olhos, etc., estão
condicionados pela natureza, a fim de perceberem as vibrações dentro de
um certo limite. Assim é que o nosso ouvido não percebe as vibrações
que estejam abaixo ou acima do seu limite normal, bem como a nossa vista não
chega a perceber os raios cujo comprimento de onda está acima ou abaixo
da nossa faixa de normalidade. No
caso da mediunidade, o médium se coloca durante o transe em condições
favoráveis de percepção mais nítida do mundo espiritual que nos
rodeia; por haver uma exteriorização do perispírito, fundamento de todo
o fenômeno mediúnico, este passa a vibrar em regime de maior liberdade,
deixando-se influenciar pelo campo vibratório de entidades desencarnadas.
Estas por sua vez, livres do corpo denso de carne se situam em plano
vibratório diferente do perceptível normalmente pelos encarnados,
somente podendo se fazer sentidas e se comunicarem conosco quando
encontram médiuns que vibram dentro da mesma faixa em que se encontram.
Havendo uma perfeita correspondência entre o clima vibratório da
entidade desencarnada e o do médium, estamos diante de um fenômeno
chamado envolvimento mediúnico, em que a pessoa encarnada passa a
sentir a presença do Espírito desencarnado, podendo perceber-lhe as
sensações, as emoções, as intenções, os pensamentos e transmiti-los
de acordo com a sua livre vontade, deixando ou não se envolver por essa
nova personalidade. É aqui que reside o ponto nevrálgico da questão: ou
de nos deixarmos arrastar pura e simplesmente, ou de reagirmos, tentando
impor nossa vontade. Se agirmos como na primeira hipótese, corremos o
risco de sermos obsediados facilmente; se agirmos como na segunda, podemos
passar uma vida inteira sem desenvolvermos a faculdade, dominados pelo
receio de servirmos de instrumentos às entidades desencarnadas. Como se vê,
a educação mediúnica, através do conhecimento e das praticas
ordenadas, exige um comportamento eqüidistante das duas situações, e
ensina o médium a se manter em posição de equilíbrio e vigilância sem
que esta se transforme em refratariedade. Tendo então condições de
controlar o fenômeno, isto é, saber quando e como uma mensagem é
conveniente ou causadora de confusão e mal-estar; ter o bom senso de
analisar o que vai filtrar ou o que está filtrando. Os Espíritos
superiores baixam o seu teor vibratório, aproximando-o do nosso,
envolvendo-se com os fluidos grosseiros de nosso ambiente, tornando-se
assim mais acessíveis; o médium em transe, por sua vez, se eleva através
do preparo antecipado e da disciplinação dos recursos mediúnicos,
podendo, então, dar-se a interação entre os dois psiquismos – o do
desencarnado e o do médium, criando-se a condição para a comunicação.
Uma baixa e o outro sobe vibratoriamente podendo dar-se a comunicação. O caso
contrário também pode acontecer. Médiuns com boa capacidade vibratória
poderão baixar suas vibrações para servirem de instrumentos a entidades
inferiores, a fim de que estas sejam esclarecidas e orientadas. Uma vez
terminada a tarefa o médium retornará ao seu padrão vibratório normal
não lhe ficando sensações desagradáveis próprias do Espírito
comunicante, mas sim o bem-estar de ter cumprido o seu dever cristão. Bibliografia: Emmanuel,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, “Encontro Marcado”, Caps. 27
e 28, Martins Peralva, “Estudando a Mediunidade”, Cap. 10. Livro
Intercâmbio Mediúnico – Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito João
Cléofas. |